SEJAMOS CADA UM DE NÓS UM FISCAL DO ESFÍNCTER ALHEIO

Comemoradas que foram com sonoras ovações de homens bons, saltam aos olhos marejados de emocionadas lágrimas democráticas as conquistas de liberação de recursos municipaei para a aquisição de esfíncteres artificiais a fim de serem implantados em pacientes da rede pública. Ocorre que devido ao custo bastante elevado da imprescindível prótese, o Serviço Único de Saúde de Banânia, destruído ao extremo, abandonado, mal gerido pelo Governo Federal – ora espuriamente ocupando a cadeira de direito pertencente ao bom homem de branco e Grão Mestre da Secular Antiga e Mística Cheirosa Ordem dos Cavaleiro das Alterosas – não cobre esse tipo de procedimento cirúrgico-anátomo-esteto-funcional. Após intensas articulações levadas a termo por preclaros homens bons de branco – usando máscaras, diga-se a bem da verdade, mas não bandidos – de diversos estados, todos ligados à secretarias municipais de saúde dos locais sempre interessados em difundir o Bem Comum, apareceram os comunistas dizendo serem coincidentemente todas as urbes cosmopolitas consideradas governados por quadros da única sigla, incorruptível e insondável agremiação em todos seus mistérios per secullum secullorum. Mera coincidência, se não melódica, catódica e iônica. Por que é a voz corrente e sabida que o homem do povo não pode ficar sem esfíncter pois senão perderá o medo e permitir-se-á pensar em ideias absurdas de democracia e igualdade.
Jamais, senhores, apenas um só desses lídimos representantes dos mais puros dos hominídeos pós darwinianos-lamarco-mendelista pasaria por situação vexatória da qual precisasse prestar contas por eventual compra de produtos médicos sem nenhuma licitação previa. Garantem os homens de brancos bons que nenhum paciente ficará sem esfíncter nem mais um dia sequer. Esfíncteres para todos já, é o grito da ralé animada com a ideia de gerirem o próprio.
É certo que as compras baseiam-se em ações estritamente legais, considerando a necessidade urgente da aquisição de equipamentos destinados a atender as necessidades imediatas dos hospitais geridos por redes municipais, tudo isso levando à inexigência de procedimento licitatório.

É mais que certo que sempre as empresas contratadas apresentam propostas mais vantajosas para a administração, com os módicos e acessíveis preços dos equipamentos atualizados estritamente dentro do valor de mercado, não incidindo sobrepreço, não caracterizando superfaturamento dos mesmos. Fato de somenos que empresas contratadas são todas distribuidoras do mesmo fabricante. Pois saibam senhores, caros pares, caras paras. Jamais haverá um esfíncter superfaturado neste pais enquanto existirem esses lídimos fiscais desinteressados por lauréis e apenas interessados no próprio, ou seja, no esfíncter alheio.
                   Nenhum brasileiro sem esfíncter, esfíncteres para todos. Tão boa é a ideia, tão louvável a iniciativa que logo logo, a búlgara ira apropriar-se dela e cria o “bolsa esfíncter”, com recurso do nosso sofrido povo. Mais e mais, com o crescimento do programa, cada um dos beneficiados poderá ele mesmo adquirir diretamente a peça e sair da cirúrgica sorridente com o esfíncter na mão. Pois é. O esfíncter municipal abre-se de forma generosa e mais não digo, ora dispensando a indefectível, ininteligível e intragável locução que às vezes – raramente mesmo – chaveia textos desde modesto e bom autor. Quem contrair o esfíncter verá. (*)

(*) Escrito originalmente no dialeto castiço de Banânia e em traduzido pelo Google Tradutor. Para ver o original, clique aqui

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